50 anos do 25 de Abril na Região de Aveiro

25/11/1975
“Olhe que não, olhe que não…”
  • Liberdade e Democracia
25/11/1975
“Olhe que não, olhe que não…”
  • Liberdade e Democracia
O 25 de Novembro foi um momento importante para a consolidação da Democracia. Para muitos, foi o recentrar do espírito que proclamou o 25 de Abril, evitando que Portugal se tornasse num país "comunista".
Esta foi uma expressão que, rapidamente, entrou no léxico político nacional em virtude do debate entre Mário Soares e Álvaro Cunhal que, a 6 de novembro de 1975, foi emitido pela RTP na rubrica “Responder ao País”. Moderado por José Carlos Megre e Joaquim Letria mantém o recorde de ser o debate mais longo da televisão portuguesa no qual se defrontaram as duas principais correntes da esquerda política de então, num duro esgrimir de argumentos. Como resultado, nessa madrugada e por ordem do Conselho da Revolução, foram bombardeados os emissores da Rádio Renascença, ocupada por forças da extrema esquerda. Dias depois desta emissão, agudizam-se as manifestações radicais que culminam com o cerco à Assembleia Constituinte, levando a que, a 20 de novembro, o VI Governo Provisório suspendesse funções. As forças políticas debatiam-se nas urnas, nas ruas e no seio das Forças Armadas num dos períodos mais agitados do nosso país. O golpe militar do 25 de Novembro seria o recentrar do rumo da Revolução dos Cravos e que remeteria aos quartéis os militares mais extremistas que, num canto de cisne do PREC, ainda fariam o juramento de braço no ar no Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS). Para muitos, conotados com a direita política, este evento foi a "confirmação" da Revolução dos Cravos e sem o qual facilmente Portugal teria resvalado para um regime próximo do que preconizava a União Soviética, então em pleno comunismo.
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