50 anos do 25 de Abril na Região de Aveiro

Mário Castrim, crítico da televisão (…e do regime)
  • Nas vésperas da Revolução
Mário Castrim, crítico da televisão (…e do regime)
  • Nas vésperas da Revolução
Mário Castrim, natural de Ílhavo, crítico televisivo e jornalista influente, enfrentou a censura do Estado Novo com crónicas marcadas por pensamento crítico. Foi também autor de livros infantis, colaborador do Avante! e da revista Audácia.
Manuel Nunes da Fonseca, mais conhecido por Mário Castrim, nasceu em Ílhavo a 31 de julho de 1920. Professor no ensino técnico profissional, enveredou pelo caminho jornalístico, coordenando, desde 1957, o suplemento juvenil do Diário de Lisboa, terminado em 1970, sob pressão da censura por parte do regime ditatorial. Cativando os mais jovens, escreveu ainda variados livros infantis. Em 1965, iniciou a redação de críticas à televisão portuguesa, atividade que o reconheceu a nível nacional, tornando-se no primeiro crítico televisivo. A crítica continuara mesmo após o encerramento do Diário de Lisboa, em 1990, escrevendo no semanário Tal & Qual até julho de 2002, altura em que se afastou por motivos de saúde. Pela sua fé católica, escreveu igualmente para a Audácia, uma revista missionária infantil editada pelos Missionários Combonianos. Convicto comunista e militante do Partido Comunista Português (PCP), colaborou também no jornal Avante! Pelas críticas realizadas ao longo da sua carreira e pelos desafios que propunha aos leitores para refletirem criticamente sobre o estado político e social do país, muitas das suas crónicas – em claro confronto com o Estado Novo – acabaram censuradas pelo lápis azul do regime. Casado desde 1968 com a escritora Alice Vieira, faleceu em Lisboa, a 15 de outubro de 2002.
Facebook Linkedin X-twitter Pinterest Whatsapp Envelope
25 Abril:
Partilhar: